O Rio de amores
por Rod Britto

Beleza, beleza. Sabe-se que o Rio de Janeiro atrai gente de todos os estados do país em busca do acontecimento, digamos assim, teatral na carreira dos aspirantes a qualquer que seja o tipo de arte. Clímax. Lugar-comum. Vontade sensível. E quem tem observação e escuta mais curiosas para com a galera que circula por aí percebe isso no ato. Desato: grupos de atores, pintores, escritores, dizem-se artistas em geral, indiscriminadamente, tantas coisas, outra Original, são dores, sabores, e queremos viver disso, não me pisa no pé, filho da puta, não me diz que eu não tenho mão pra isso, tamanha a inveja, você morre de amores. Tomara que consigamos se a coisa for de verdade mesmo e não só um a mais dos muitos caprichos e ciladas divertidas, que por filosofia, imposições por nós mesmos, que por ora, muito bem auxiliados por esta nossa cidade dos infernos, adotada, por sinal, morte no sinal, hoje em dia, a top das capitanias culturais de uma suposta barcarola os emergentes do Brasil pra se fazer horrores e sucesso, vai rolar novela, é?, na parada, bem na fita, até porque, matou-se aula, 7 ao mirante, caminhou-se no Leblon. Oleodutos, oleodutos; tubulações, simulações (Chavez, Chavez! então venham todos os hermanos pra cá no Brasil, emergências à parte; os que quiserem, nada de artesanato e Lapa, catarata em Caracas!). Mas o povo unido jamais será vencido. Também porque o povo unido jamais será vencido. O povo. Árduos trabalhos. Ordens superiores. Pois não. É pra entregar o texto no máximo no fim de semana, é, Seu Alex? Eu sou brasileiro, e não desisto nunca, e sou carioca, então não é o meu caso o que por desatenção ainda soe abuso deste escrito, ou danação mesmo, sem qualquer ressentir; por isso mesmo, não venham de revanchismos, por favor, poupem-me da crônica, eu não sou meu, eu não sou de ninguém, quem consegue esconder voto não. Faz-se arte, da melhor qualidade, com sinceridade, porra! Mudamos o país, Paris é aqui, o hotel são as ruas, os novos beats quem quiser, desde que em pulinhos, movimentos. Acontecimento teatral, vontade, clímax é tudo isto. Que não seja à toa, e nem desacreditemos o próximo, atenção nisso também. Vacilações por minuto. Que agora pra também cutucar, capricho, como de praxe: não seria aquele o seu caso, meu cavaleiro destemido Alex? Donde surgistes? Daqui mesmo, ou por um acaso, ou por uma escolha, medalha, exílio, anemia, sabe-se lá ou cá, vir prestar por aqui tão bons serviços de cultura pr’esta gente na casca do ovo? Hein? Não precisa responder, faça melhor do que isso apenas, pressão, moral, não se envaideça, se enfureça, você segue conosco, ah!, o Rio de Janeiro? uma beleça, uma beleça...

* Rod Britto é jornalista e editor gratoporlembrar@gmail.com

2 Comments:

At agosto 04, 2006 1:17 PM, Anonymous Vinicius Longo said...

Rod!
Raiva é a tua energia.
No momento em que não tiveres mais raiva de nada, serás apenas uma árvore bela, mas oca!

Pense nisso!

Você tem razão. Viver como arista popular nesse país não é mole não. Se o cara quer ser profissional então. Há quem diga, ter reconhecimento lá fora, como ARTE, sim ARTE! Por quê a ARTE não pode ser reconhecida como ela é, ao contrário do que muitos acham, porque tutores e professores descrevem a arte como sendo tal, mas as pessoas de um modo geral não sentem o mesmo, porque o sentimento não vem da razão e sim do coração. A arte é simplesmente simbilidade e técnica. Uma chave de fenda, que afroxa o coração, para que possa pulsar melhor.

Há tanto sofrimento nessa vida cruel de carioca. Ontem, mesmo eu pasei por uma. Eram quase 9h30 da noite e fiquei quase uma hora e meia, preso na Av. Brasil, por causa do tiroteio na Vila do João. Sabe? Quantas vezes vou aguentar isso. A segurança pública deste estado é um cocô, assim como tantas outras coisas. E nõ muda nunca. Parece brincadeira, isso! Acho que politico, antes de se candidatar, tinha que ter X horas no Jogo SimCity (rsss)

Quem quer fazer ARTE ai? Começem desde já. Aitudes simples, mas coesas e unidas com as demais. Fazem um gigante diferença no final. Não queira se tornar uma indústria. Toda as indústrias estão ruindo, pelos altos custos, que não necessários, devido a alta tecnologia de hoje.

Rod! Deixa de ser chato vai? O Alex pede com a maior generosidade que você mande o texto no prazo X. Isso não é comportamento e burgês. Isso se chama responsabilidade! Os neo-beats são a solução, mas precisam pensar como se adequar a era atual para sobreviver melhor. Para serem o caos para desorganizar, mas com o objetivo de uma nova reorganização. Chico Science não morreu! Vixe!
:P

 
At abril 23, 2007 1:23 PM, Anonymous Anônimo said...

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