PARADOXO

O infinito
reclina e adormece
na solidão dos enigmas.
As manias gregas
O mármore das imagens.
Mitos e estátuas
que desafiam o vazio
e o abstrato.
Verdades, dúvidas de ninguém.

Almandrade



BAD TRIP

Neuroses múltiplas
Profunda introspecção
Vergonha retroativa
E a cabeça trava!
A cabeça gira!
A cabeça pára!

Ah! Que nada...

Egocentrismo convicto
Cínico interesse
Angústia cativa
E a cabeça fala!
A cabeça grita!
A cabeça cala!

Ah! Que nada...

Tensa ansiedade
Vontades reprimidas
Loucura incontida
E a cabeça vaza!
A cabeça pira!
A cabeça...

E a cabeça...
VALA!

Bruno Borja
LABIRINTO

Preso a meu corpo preso a meu peso
Preso a meu porto – meu endereço

Preso a meu nome preso ao presente
A meu telefone – meu desespero

Preso a meu ego preso a meu preço
Ao que carrego e ao que careço

Preso aos pesares preso aos prazeres
Preso ao prosaico a pressões preconceitos

Preso a prazos horários agenda
Conta bancária – quanta corrente

Preso a números e documentos
Preso ao desprezo que sinto por eles

Detento de tantos, exilado em mim mesmo
Sou refém e carcereiro

Tenho as chaves e as algemas
E entre grades que eu invento

Me liberto
No poema

Cairo Trindade




Reaalidaades dee laa meente: Corazón azul

Mi luz no es animal del Cielo
La brisa virgen es la espada que me olvida y llora
Amor instantes que en el mar me entierro
Porque luchar no debo
Porque morir es poco
Rezar para merecer el precio
Amar para vivirlo todo
Imaginar que siempre habrá un comienzo
Así por decisión dormir con todas mis cosas relativas
Mi esposa mi perro mi cetro y mi montaña…

Salomón Valderrama Cruz (Perú)


Onipresença

No vale da sombra da morte
Espero a ajuda de Deus
Batuco e convoco os seus
Na espera de alguma ajuda
Que não seja fuga
Pois essa já sei que não dá certo
Não sei se Deus está por perto
Mas dizem que está em todo lugar
Da gota dágua
As células do ar
Busco Deus no teu olhar
E me ponho a imaginar
O dia em que pegarei tua mão
E contigo irei
Até onde a vida nos deixar

Diego Tribuzy




BLASFÊMIA

Conjeturo o infinito,
Vejo o abandono terrível em que vivo.
Para mim, nada importa das vidas dadas;
nada importa isso, absoluto.
Já deveria ter morrido, está bem certo isso em mim,
o que advém nada mais é.
Sussurro palavras mal colocadas
e não se perceba o que digo;
Ou soarem como exagero.
Só me falta Deus apontar-me o dedo e gritar: “covarde!
Vá , cordeiro de rebanho”;
Grito: Ensinai-me, pois, caminho.
Ele me mostra o Seu livro.
Vocifero minha boca - chama,
Ele Se defende com os braços gigantes.
Manda-me enfim à dor eterna;
eu regozijo.

Elaine Pauvolid

2 Comments:

At dezembro 09, 2006 7:49 PM, Anonymous Sérgio said...

idéia excelente, poetas excelentes. muito massa. parabéns a todos! tanto para os idealizadores, realizadores como para os poetas e poetisas.

 
At julho 17, 2012 12:51 PM, OpenID reinodalira said...

ESPLÊNDIDO!...Adorei o site de vocês! Viva a poesia!!! Quando quiserem dêem uma passadinha no meu blog!..Ficaria muito honrado! Muito obrigado e sucesso!

 

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